Se eu acreditasse em amor, gostaria que me fizesse ouvir essa música e dissesse que era pra mim. Mas eu não acredito. Ou apenas sei que é melhor não acreditar.
Chega de amargura. Aproveitem a música, que ela é linda.
<3
My Valentine (Paul McCartney)
What if it rained? We didn’t care She said that someday soon The sun was gonna shine. And she was right, This love of mine, My valentine
As days and nights, Would pass me by I tell myself that i was waiting for a sign Then she appeared, A love so fine, My valentine
And i will love her for life And i will never let a day go by Without remembering the reasons why She makes me certain That i can fly
And so i do, Without a care I know that someday soon the sun is gonna shine And she’ll be there This love of mine My valentine
(instrumental)
What if it rained? We didn’t care. She said that someday soon The sun was gonna shine And she was right This love of mine, My valentine
Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai
Posso dizer? Acho estranha a expressão “gosto de graça” (ou “amo de graça”). Sabe, quando dizem “ah, eu gosto de graça de você”? Me dá a impressão que está dizendo “por nenhum motivo”, ou seja, eu não tenho nada que faça você realmente gostar de mim. Sei lá, tá que a intenção nem é essa e tudo mais, sei que é dita de modo carinhoso, mas ainda acho estranho. É que eu acho que quando você gosta mesmo de alguém sempre tem algum motivo.
Porque a pessoa trata você bem, porque é delicada, porque é inteligente, porque é tão chata que faz você rir, porque puxa a sua orelha quando é necessário, porque deixa o ambiente mais leve, porque é um crítico inteligente, porque é lindo-e-gostoso (a), porque dá um mínimo de atenção a você, porque dá bom dia e diz “com licença”…ah, não sei, mas acho que você entendeu: não importa a intensidade, pode surgir de repente, mas o gostar é algo tão, mas tão bom que dizer a alguém que ela não te dá motivo nenhum pra você sentir isso por ela pode até ser um pouco ofensivo. Sim, amar/gostar ainda é grátis. E sim, ao mesmo tempo é algo de muito valor, mas acho que você entendeu o que eu quis dizer, não foi?
Então se eu gosto de você, saiba: talvez eu não consiga identificar qual seja o motivo para esse gostar, mas ele existe. A culpa é sua, você desperta algo de bom em mim. E se estabelece, assim, uma troca de coisas valiosas.
Aí eu viajei sozinha nas férias. Fui até ali em Buenos Aires e voltei. Poderia ter sido a qualquer lugar. Eu viajei sozinha. Não foi por escolha, foi porque acabou sendo assim. Um que não podia aqui, outro que não queria ali e mais outro que não respondia mais adiante. Mas eu não poderia deixar passar. Primeiras férias de trabalho da vida. Por mais que eu goste de Sessão da Tarde não iria gostar de dizer que deixei de ir a um lugar que eu queria e passei dias só sessãodatardeando. E foi bom, foi muito bom. Não precisava perguntar pra onde ir, disputar par ou ímpar para escolher o melhor caminho. Eu mesma decidia. E, mesmo sendo indecisa, isso foi bom.
Não foi de todo bom. No tango, me senti só…já que fiquei um bom tempo realmente só em uma mesa enorme. Queria ter alguém pra comentar as coisas que via. Eu continuo tendo querendo a opinião de alguém próximo ao comprar algo. Descobri que zoológicos, se você passar horas e mais horas sozinha vendo bichos sem ter a quem dizer “você está vendo onde ele está escondido?” podem ser realmente deprimentes. Mas tentei não me permitir me deprimir de verdade. Aproveitei. Estar sozinha já era, em sim, um atrativo. “Está solita?”/”você veio sozinha?” normalmente se tornavam assuntos, geralmente seguidos de elogios…e uma cara de pena aqui e outra acolá, que eu solenemente ignorei. O “por favor, me ajuda e tira uma foto minha?” foi uma das frases que mais usei…afinal, queria aparecer nas paisagens porteñas, mas sem precisar fazer “foto no braço” (autorretrato, você sabe). Foi divertido, viajaria sozinha mais vezes, provavelmente farei isso…mas se tiver uma boa companhia creio que também será bom. Muito bom de verdade.
Mas eu saio sozinha por aqui pela minha cidade mesmo, também. E não faço isso de agora, faço desde sempre. Simplesmente porque é assim que eu sou: sozinha. Todos somos, não somos? Cada um é um só. Apenas uns exercem mais isso que outros. Prefiro estar com outros, mas também gosto de ter apenas a minha companhia, em alguns momentos. Tem lugares que ainda não sei ir só, mas outros, como cinema ou praia, tiro de letra…nesta última também é preciso usar a cara de pau, se quiser dar um mergulho no mar sem que levem as suas coisas. “Dá uma olhadinha pra mim? Só um minutinho”…sempre encontro quem olhe, mas os banhos precisam realmente ser de um minutinho. Novamente falta a companhia pra comentar algo…e na praia há muito o que comentar. Mas não é nada desesperador.
Sim, sempre pensei que um dia estaria com algum moço que seria a “companhia definitiva”. Não aconteceu. Já cheguei a pensar “opa! É este”. Não era. Nunca forcei a barra pra isso, sempre pensei que aconteceria naturalmente. Dia desses um amigo comentou no twitter que mulher fica sozinha se for incompetente. Então vai ver eu sou mesmo incompetente pra isso. O fato é que normalmente estive só na vida. Não me acostumo nunca. Mas preciso me acostumar. Lembro que, quando adolescente, tinha uma amiga daquelas que só pensavam em um dia se casar. Eu queria, mas era só isso…queria. Ela era desesperada mesmo. E não sei em que situação um dia ela me disse “nem todo mundo tem a tampa da sua panela. Algumas pessoas estão condenadas [sic] a ficar sozinhas”. Nada me tira da mente que naquele momento ela me jogou uma praga. Mas, pensando bem, ela tem razão, não é mesmo?
Não sei se sou uma dessas pessoas. Por vários motivos, parei de acreditar em muita coisa nos últimos tempos. Coisas pra mim, devo dizer…e uma ou outra, de forma geral. O fato é que se eu for mesmo ficar sempre sozinha (me refiro à uma companhia especial, você entendeu…e, de vez em quando, à solidão geral…porque de vez em quando passo por isso, sim, nem venha me dizer que é drama se você nunca esteve na minha pele)…mas, enfim, se este for o meu destino, eu preciso aprender a ser só e ser feliz com isso. E se não for esse o meu destino, se um dia acontecer um milagre e eu tiver que dar o braço a torcer e perceber que estava totalmente enganada e me aparecer esse tal companheiro (permanente, pra sempre ou não…esta não é a discussão agora), eu também preciso aprender a ser só…porque só se pode fazer alguém feliz se eu conseguir ser feliz comigo, não acham? Estou tentando. É difícil, mas estou tentando. E, garanto, eu sou boa companhia…pelo menos até agora é o que eu mesma tenho achado.
Hoje eu participei do Lingerie Day. Trata-se de um dia no twitter em que as mulheres são convidadas a trocarem suas imagens do avatar por fotos em que elas vestem lingerie. Brincadeira criada por homens? Claro! Eles querem ver mais mulheres de lingerie? Evidentemente! É tudo uma grande safadeza? Taí…sabe que não? É tudo mais uma grande brincadeira. Tá, tem homens que ficam olhando na maior safadeza, tem mulher que coloca foto pensando em seduzir ou mesmo caçando um contrato pra posar pra alguma revista de mulher pelada…tem de tudo. Mas a grande maioria é de mulheres comuns mostrando as suas fotos e querendo mostrar que são belas/gostosas/normais/whatever e homens querendo ver mulheres belas/gostosas/normais/whatever. Simples assim.
Minhas fotos mostravam, basicamente, decotão. Não mostrei peito (todo), bunda e muito menos outras partes do corpo que são mais íntimas. Aliás, nem barriga, que isso só mostro…sei lá, do jeito que a coisa vai, mostro é NUNCA! Aliás, minhas fotos só estiveram no próprio Twitter, como avatar e no Twitpic. Mais que isso, só alguns amigos muito próximos têm acesso, em um álbum que é só meu. Mas, veja só, não estou criticando quem mostrou mais (ou muito mais) que eu, apenas estou dizendo como foi a minha participação, nada além disso.
Claro que tem mulheres (e homens, até) dizendo que são mulheres sendo transformadas em objeto novamente, anos de luta e tudo mais…olha só, eu conheço a luta daquelas (e dessas) mulheres, reconheço tudo que fizeram por mim, sou muito séria com isso, vi muito de perto (olha, sou formada em Serviço Social antes de Jornalismo…acredite: sei dessa luta). Mas, olha…as mulheres que participam normalmente estão cientes do que estão fazendo e dali não conheço nenhuma que seja uma sofrida obrigada a mostrar a alça do sutiã que seja. Quer ser chamada de gostosa? Já postei aqui no blog em outro texto que mulher gosta disso, sim…desde que não pensem que ela é só isso ou apenas pouco além disso.
Elogio é bom e eu gosto. E você também gosta, aposto, por mais tímido que você seja. Várias das mulheres que colocaram-se de lingerie pelo Twitter são bem conhecidas minha e sei bem o valor que elas têm.
Enfim…participei, mostrei decotão, recebi vários elogios. E não recebi cantadas toscas, propostas que me deixassem com raiva e nenhuma outra indelicadeza. Foi tudo muito tranquilo, como imaginava que seria (até mais do que imaginava, devo confessar).
Participaria de novo? Provavelmente. Não sei. E se eu não tiver mais vontade de participar, em uma outra edição, também não vou criticar quem participa. Se acho que há quem passe do limite? Acho, sim. Mas a vida é delas, não tenho nada a ver com isso, pronto.
Então só me resta dizer: obrigada a quem viu a minha foto e, principalmente, elogiou. Parabéns às meninas que participaram: vocês estavam ótimas. Valeu, organização do #LingerieDay. E agora voltamos à programação normal.
…e o Mickey, a Marilyn, Che Guevara, Mayakovsky…calma, calma, me refiro aos picolés que você vê aí nas imagens. Eles fazem parte de uma ação da agência de comunicação Stoyn, da Rússia. Achei diferente e bem bacana, gosto de ações que fujam do comum. E os sabores parecem bem interessantes, né? Bem que eu queria encontrar desses por aqui, viu.
Vi esse vídeo no Business Insider e achei bem interessante. Ele mostra alguns dados* bem interessantes e atuais** a respeito das mídias sociais. Eis alguns dos dados que ele apresenta:
- Social Media não é sobre tecnologia, mas sobre relacionamento, sobre mais um monte de coisas e, principalmente, pessoas***
- + de 50% da população mundial tem menos de 30 anos
- A pornografia já não é primeiro lugar em audiência na internet: deu lugar às redes sociais (Facebook está ganhando terreno cada vez maior, hein)
- Tudo isso influencia a vida offline: um em cada cinco casais se conhece online (aumenta para três em cada cinco, quando se trata de casais gays)
- Sabe aquilo de “o que acontece em Vegas, fica em Vegas?”, os segredos do que acontece entre amigos, onde quer que estejam? Esqueça. As redes sociais deixam saber tudo (ou quase) que acontece.
- Já há jardins de infância usando iPads em vez de quadro-negro
- Se o Facebook fosse um país, já seria o terceiro maior do mundo
- O impressionante número de empresas que já usam o Linkedin para recrutar funcionários
- 50% do tráfego de internet mobile (celulares, smartphones) no Reino Unido é no Facebook (são pessoas trocando informações…imagine se falarem mal de alguma empresa!)
- Muita gente já considera o e-mail algo ultrapassado
- O Groupon (site de vendas coletivas, líder nesse segmento) atingiu um bilhão de reais está prestes a atingir um bilhão de reais em vendas. Nenhuma outra empresa chegou a esse número com tanta rapidez.
- O Youtube é a segunda ferramenta de busca mais usada no mundo
- 34% do conteúdo produzido por blogueiros é com opiniões sobre produtos e marcas (atenção, empresas!!!). Detalhe: 90% dos consumidores levam em consideração essas opiniões (14% acreditam nos comerciais oficiais das marcas)
- O uso das mídias sociais para fazer marketing já está em 93%
Viu? São dados bem interessantes que eu acho que quem trabalha com comunicação (de uma forma geral) deve ficar atento. O vídeo, pelo que vi (não é post pago), é propaganda de um livro chamado Socialnomics…que eu quero ler, claro.
* alguns dados podem ser diferentes no Brasil
* * de quando foram elaborados e com uma média mundial
*** tenho um texto pré-pronto sobre isso, de eu trabalhar diretamente com pessoas quando trabalho com mídias sociais
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